Verdades sobre Aloe Vera

Quando você vai ao médico, recebe uma receita; vai a farmácia, compra seu medicamento. Médicos e Farmacênticos são responsáveis ! Quando você compra produtos sem controle, vendidos boca a boca, por Vendedores não Habilitados... Quem Controla? Quem "receitou" se responsabiliza se o produto não tiver registro no Órgão competente ou Fiscalizador? Quem se responsabilizará se o produto provocar danos a Saúde?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Notícias - PF prende médico e farmacêuticas acusados de aborto e uso de remédios proibidos » Isaúde

Operação policial está em andamento em seis municípios, abrangendo os estados do Mato Grosso e de Goiás

Policiais federais cumpriram nesta sexta-feira (9), em Mato Grosso, 66 mandados judiciais, entre os quais 11 ordens de prisão temporária, durante a Operação Pró-Vita. Foi decretada a prisão de um médico, de farmacêuticas e de atendentes de farmácias de Barra do Garças. Também foi determinado o sequestro de bens dos investigados. Os médicos utilizavam medicamentos de uso proibido no país na estrutura do serviço público de saúde em Barra do Garças e praticavam crimes de aborto.

Eles também cobravam por atendimentos médicos no hospital municipal, que devem ser gratuitos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Diversos casos de abortos criminosos foram identificados durante as investigações. A Operação Pró-Vita apreendeu 187 comprimidos do medicamento Cytotec, 260 de Sibutramina, 56 de Desobesi-M, 60 de Xanax, 40 de Rheumazin Forte e 50 de Pramil, todos de uso proibido.
Em cumprimento a 33 mandados de condução coercitiva, os acusados de envolvimento nas irregularidades foram levados a vários locais para a obtenção de provas, tendo sido feitas 23 operações de busca e apreensão.
A 2ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças (MT) expediu os mandados, requeridos pela Polícia Federal (PF). Trabalharam na Operação Pró-Vita 110 policiais federais e cinco servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os mandados judiciais foram cumpridos em Barra do Garças, em Alto da Boa Vista e em Primavera do Leste, no Mato Grosso; em Goiânia, Aragarças, Baliza e Aparecida de Goiânia, em Goiás. Os presos vão ser encaminhados à Cadeia Pública de Barra do Garças e deverão responder criminalmente pela prática de aborto, comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa, peculato, corrupção e formação de quadrilha.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Notícias - Maioria dos suplementos para a perda de peso não são eficazes » Isaúde

Não existem evidências de que um único produto leve à perda de peso significativa, além disso, muitos ainda fazem mal à saúde


Pesquisadora da Oregon State University (OSU), nos Estados Unidos, revisou o corpo de evidências em torno dos suplementos para a perda de peso e tem uma má notícia para aqueles que tentam encontrar uma pílula mágica para perder peso , pois, de acordo com o levantamento , ela não existe.

Melinda Manore, professora de nutrição e de ciências do exercício na OSU, revisou as evidências em torno de centenas de suplementos para a perda de peso, uma indústria de 2,4 bilhões de dólares nos Estados Unidos, e disse que não existem evidências de pesquisa de que um único produto leve à perda de peso significativa - e muitos causam prejuízo à saúde.

Alguns produtos, incluindo o chá verde, as fibras e os suplementos lácteos de baixo teor de gordura, podem trazer um benefício de perda de peso modesto (2 kg), mas é importante saber que a maioria destes suplementos foram testados como parte de uma dieta de reduzido teor calórico.

"Para a maioria das pessoas, a menos que se altere a dieta e se faça exercícios diariamente, nenhum suplemento terá um grande impacto", disse Manore.

Manore observou os suplementos de quatro categorias: produtos, produtos como a quitosana que bloqueiam a absorção de gordura ou carboidratos, estimulantes como a cafeína ou efedrina que aumentam o metabolismo, produtos como o ácido linoleico conjugado que pretendem alterar a composição corporal, diminuindo a gordura, e supressores de apetite, como as fibras solúveis.

Ela descobriu que muitos produtos não tinham ensaios clínicos randomizados examinando sua eficácia, e que a maioria dos estudos não incluem exercício. A maioria dos produtos apresentou o benefício de perda de 900 gramas de peso em comparação com os grupos de placebo.

"Eu não sei como eliminar o exercício da equação. Os dados são muito fortes de que o exercício é crucial não só para perder peso e preservar a massa muscular, mas para manter a perda de peso. O que as pessoas querem é perder peso e manter ou aumentar a massa de tecido magro. Não há evidência de que qualquer suplemento faça isso. E alguns têm efeitos colaterais que vão desde as questões desagradáveis, como inchaço e gás, a muito graves, como derrames e problemas cardíacos", disse Manore.

Como nutricionista e pesquisadora, Manore disse que a chave para a perda de peso é comer cereais integrais, frutas, legumes e carnes magras, reduzir a ingestão de calorias provenientes de alimentos ricos em gordura e se manter em movimento. Dependendo do indivíduo, aumentar a ingestão de proteínas pode ser benéfico (especialmente para aqueles que estão tentando não perder massa magra), mas a única maneira de perder peso é fazer uma mudança de estilo de vida.

"Adicionar fibras, proteínas e cálcio e beber chá verde pode ajudar. Mas nenhum destes fatores terá muito efeito a menos que você se exercite e coma frutas e legumes", disse Manore.


Acesse ( http://journals.humankinetics.com/ijsnem-in-press/ijsnem-in-press/dietary-supplements-for-improving-body-composition-and-reducing-body-weight-where-is-the-evidence ) o artigo original na íntegra.

Notícias - Anvisa identifica falsificação e proíbe medicamento contra câncer » Isaúde

Irregularidade nas datas de fabricação e de validade foi comunicada à Agencia pelo próprio fabricante do remédio Rituximabe


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição, o comércio e o uso, em todo o território nacional, do medicamento MabThera 500mg/50ml (Rituximabe), lote B6038,com as seguintes informações: validade dezembro de 2012; fabricação junho de 2010. A decisão foi tomada por se tratar de falsificação.

De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7), foi o próprio fabricante do medicamento, Roche Produtos Químicos e Farmacêuticos, que comunicou a suspeita de falsificação, informando que o lote original é de 2008, com vencimento em 2010.

A Anvisa publicou também a interdição cautelar, em todo o país, do lote 3CG11 do anticoncepcional Ciclofemme Drageas (Levonorgestrel 0,15mg Etinilestradiol 0,03mg). O medicamento, fabricado pela empresa Cifarma Científica Farmacêutica apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Análise de Aspecto.

Também foi interditado cautelarmente o lote 3387 do medicamento Valerimed (Valeriana Officinalis L.) 0,4mg comprimidos. O medicamento do fabricante Cimed Indústria de Medicamentos, apresentou resultado insatisfatório nos ensaios de Análise de Rotulagem e Teor de Ácidos Valerênicos.



Alimentos


A Anvisa também interditou o azeite de oliva das marcas Lisboa (lotes 102107-32 e 110501-12) e Tondela (lote 112603-961P). Os produtos, fabricados pela empresa Natural Óleos Vegetais e Alimentos, apresentaram Índices de Refração a 20°C e Iodo (Wijs) acima do limite permitido.

As interdições cautelares valem pelo período de 90 dias após sua data de publicação no DOU. Durante esse tempo os produtos interditados não devem ser consumidos e nem comercializados.

domingo, 4 de março de 2012

Notícias - Drogas falsas vendidas pela internet chegam a estabelecimentos legalizados » Isaúde

Notícias - Drogas falsas vendidas pela internet chegam a estabelecimentos legalizados » Isaúde

Estudo aponta que vendas globais de drogas duplicaram entre 2005 e 2010, e valem mais de 75 bilhões de dólares


A crescente comercialização de drogas falsas pela internet tem levado alguns medicamentos para estabelecimentos legalizados, como farmácias. É o que aponta revisão liderada por Graham Jackson, editor da IJCP, a International Journal of Clinical Practice.

As últimas estimativas sugerem que as vendas globais de medicamentos falsificados valem mais de 75 bilhões de dólares, tendo duplicado em apenas cinco anos entre 2005 e 2010. Numerosos estudos também relataram um grande número de sites que fornecem medicamentos de prescrição sem requerer prescrição e as pessoas comprando drogas pela internet sem estarem cientes dos perigos.

"Os medicamentos falsificados representam uma ameaça crescente à saúde pública, incluindo a morte e os cuidados de saúde inadequados, como resultado da auto-medicação. Exemplos particularmente preocupantes incluem drogas do câncer e cardíacas falsificadas e vacinas falsificadas vendidas durante os surtos de gripe suína e aviária. A maioria dos medicamentos que as pessoas compram de sites não verificados na Internet são falsificados e muitas vezes não têm os ingredientes ativos que deveriam. Outros têm concentrações variáveis de ingredientes ativos ou mesmo contém toxinas perigosas, como arsênico, ácido bórico, tinta para estradas carregada com chumbo, ceras para piso e sapato, pó de talco, de giz e de tijolo e níquel" disse Jackson.

Medicamentos falsificados são uma grande preocupação para as autoridades e uma legislação significativa está sendo desenvolvida na União Europeia, com penalidades mais fortes. A Comissária Europeia de saída de Empresas e Indústria, Gunter Verheugen, disse em 2010 que "Todo medicamento falsificado é um massacre em potencial. Mesmo quando um medicamento apenas contém uma substâncias ineficazes, isso pode levar as pessoas a morrer porque elas pensam que estão lutando contra sua doença com um medicamento real".


Fatos e números destacados na revisão de Jackson incluem:

- crises da União Europeia e detenções estão aumentando e os medicamentos foram responsáveis por 10% de todos os materiais detidos em 2009.

- Há evidências claras de que os medicamentos falsificados estão sendo encontrados nas cadeias de abastecimento legítimas. Por exemplo, o Reino Unido teve nove recalls de produtos nos últimos três anos depois que os medicamentos falsos alcançaram os níveis da farmácia e do paciente e outros cinco foram descobertos em nível atacadista.

- Um estudo britânico de 96 sites de venda de analgésicos, descobriu que 48% deles vendiam medicamentos que deveriam ser fornecidos apenas mediante receita médica e 76% daqueles o fizeram sem receita médica. E um estudo realizado nos EUA de 159 sites que ofereciam medicamentos controlados constatou que 85% deles não exigem receita médica.

- 21% das 14 mil pessoas que participaram em um estudo de 14 países europeus tinham comprado medicamentos de venda livre sem receita médica. O número foi de 12% no Reino Unido.

- Outro estudo estimou que 9% dos europeus tenham comprado medicamentos vendidos apenas sob prescrição online, apesar de 69% terem concordado que era uma "má ideia" ou "perigoso". Os custos mais baratos (46%) e a conveniência (30%) foram as razões mais comuns.

- A revista médica do Reino Unido GP relatou que 33% dos 423 médicos pesquisados disseram que haviam tratado, ou suspeitado que haviam tratado de um paciente por causa dos efeitos colaterais do uso de medicamentos de prescrição abaixo do padrão comprados online.

- Um estudo realizado pela Aliança Europeia para o Acesso a Medicamentos Seguros, constatou que 62% dos medicamentos encomendados na internet eram abaixo do padrão ou falsificados. Destes, 68% eram imitações sem licença e os demais eram medicamentos de marca falsificados. O estudo também descobriu que 90% dos sites não exigem receita médica para a venda de medicamentos que devem ser vendidos apenas sob prescrição.

- Cinco das vacinas 'Tamiflu' testadas pela Food and Drugs Administration não continham nenhum ingrediente ativo e outras quatro continham níveis variáveis não aprovados para uso nos EUA.

- Uma análise de 2.383 amostras apreendidas de 'Viagra' realizadas pela Pfizer descobriu que apenas 14% eram autênticos.

- Os especialistas em segurança da Internet estimam que 25% dos e-mails são spam com publicidade de medicamentos falsificados e/ou sem licença.


"Os falsificadores produzem medicamentos sem levar em conta as consequências para a saúde das pessoas que vão usá-los, sendo que os medicamentos para o coração e contra o câncer estão cada vez mais sendo alvo de falsificação, juntamente com as drogas oportunistas, como as vacinas contra a gripe. Encontramos até mesmo relatos de que um adolescente de 13 anos tinha comprado a droga psicoestimulante Ritalina online, que pacientes abaixo do peso, menores de idade foram capazes de comprar medicamentos para emagrecer e que os homens conseguiram comprar drogas para impotência apesar de indícios claros de que tomá-los poderia acarretar grave consequências para a saúde. Houve também relatos de mortes causadas por drogas vendidas pela internet e alguns pesquisadores suspeitam que muitos outros casos foram ignorados ou erroneamente atribuídos a outras causas. É vital que os profissionais de saúde desempenhem um papel pró-ativo na luta contra o aumento da falsificação de medicamentos, relatando todos os casos suspeitos às autoridades de saúde relevantes. E os pacientes devem ser aconselhados a evitar farmácias da internet não regulamentadas e a desconfiar de sites que ofereçam medicamentos de prescrição sem receita médica ou com descontos substanciais", disse Jackson.

Notícias - Farmácias ilegais comercializam medicamentos falsos na Internet » Isaúde

Em 2010, foram mais de 12 mil apreensões de substâncias controladas internacionalmente e enviadas pelo correio

Farmácias ilegais na internet, que têm como alvo o público jovem, são uma das principais preocupações da Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife). De acordo com a instituição, drogas ilícitas estão sendo encomendadas online, juntamente com os medicamentos receitados.

Para atrair o público jovem, as empresas usam as mídias sociais para divulgar seus sites. O relatório divulgado pela Jife, esta semana, mostra que essas iniciativas podem colocar grandes públicos em risco, pois a Organização Mundial da Saúde (OMS) descobriu que mais da metade dos medicamentos de farmácias ilegais na internet são falsos.

"Aspectos-chave das atividades dessas farmácias incluem o contrabando de seus produtos aos consumidores e a tentativa de convencer o consumidor de que eles são, de fato, legítimos" , diz o documento.

A Jife já pediu aos governos para fechar essas farmácias ilegais, apreender substâncias que foram compradas de maneira ilícita pela internet e contrabandeadas pelo correio.

Em 2010, houve mais de 12 mil apreensões de substâncias controladas internacionalmente e enviadas pelo correio, sendo que 6, 5 mil apreensões foram de substâncias lícitas internacionalmente controladas e mais de 5,5 mil de drogas de origem ilícita. A Índia foi identificada como o principal país de origem dessas substâncias, representando 58% das apreensões. Os Estados Unidos, a China e a Polônia também foram identificados como países de origem das drogas vendidas pela internet.

O documento destaca que embora haja publicações e acordos sobre o tema, ainda há diversas barreiras que impedem a solução do problema, entre elas a falta de tecnologia e de pessoal qualificado. " Os governos que identificam as farmácias ilegais na internet, que operam dentro de outros territórios, devem notificar o governo pertinente e a cooperação técnica deve ser reforçada".

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Agência Senado - 29/02/2012 - 12h17 - CCJ aprova política nacional de combate à falsificação de remédios

29/02/2012 - 12h17
CCJ aprova política nacional de combate à falsificação de remédios

Preocupado com o crescimento do comércio de medicamentos falsificados, o senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou projeto de lei (PLS 162/11) para instituir a Política Nacional de Combate à Pirataria de Produtos Submetidos à Vigilância Sanitária. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (29), parecer favorável à matéria, elaborado pelo senador Anibal Diniz (PT-AC).

Além da repressão à produção de remédios piratas, a iniciativa também visa o combate à falsificação de alimentos (inclusive bebidas), suplementos alimentares, cosméticos, cigarros, materiais médico-hospitalares e odontológicos, entre outros produtos.

Ainda de acordo com o projeto, deve ser reprimida a pirataria de produtos sujeitos à vigilância sanitária, o que inclui fabricação, distribuição e comércio de produtos falsificados, corrompidos, adulterados, sem registro, em desacordo com a fórmula constante do registro, de procedência ignorada ou quando fabricados ou vendidos por empresas não autorizadas.
A proposta aprovada também modifica a Lei nº 10.446/02 para incluir "condutas de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais" como crimes passíveis de investigação pela Polícia Federal.


"Fenômeno antigo"

Humberto Costa admitiu que a pirataria de medicamentos é "fenômeno antigo", mas chamou atenção para o aumento dessa prática, especialmente por causa da procura por remédios para tratamento de disfunção erétil, de obesidade e por anabolizantes. Assim, considera urgente a adoção de mecanismos para o enfrentamento da situação, "que oferece grave risco sanitário para a população, pois, diferentemente de outros produtos, medicamentos falsificados são potencialmente letais", segundo assinalou.

- A grande maioria das pessoas não tem noção da gravidade e da intensidade com que esse problema acontece e da incapacidade para se estabelecer fiscalização e punição adequadas para desestimulá-lo. Falo de um crime que talvez seja o mais covarde, pois as pessoas não têm noção de que consomem um produto inadequado, que não tem eficácia - observou Humberto Costa, lembrando da apreensão pela Vigilância Sanitária, tempos atrás, de "pílulas de farinha" vendidas como anticoncepcional.

O parlamentar destacou, no projeto, ações já implementadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como identificação de fábricas clandestinas, destruição de produtos piratas e interdição de pontos de venda dos produtos. Mas acredita ser necessário intensificar a articulação e cooperação interinstitucional, de forma a "consolidar os resultados obtidos e permitir fazer os avanços ainda necessários".


Ação articulada

Humberto Costa disse ainda que apreensões de produtos falsificados são feitas tanto pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária como pelas polícias Federal, Rodoviária e Civil, além da Receita Federal. Para ele, a implementação de uma política nacional possibilitará a articulação do trabalho desses órgãos, de forma a sistematizar as informações, dando maior eficiência ao combate à pirataria.

Ao concordar com a medida, Anibal Diniz ponderou que tais práticas "não raro ultrapassam os limites dos Estados e exigem repressão uniforme". O relator apenas ofereceu uma emenda de redação ao texto.

Após a leitura do parecer, o presidente da CCJ, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), ressaltou a importância da iniciativa em defesa da vida. Seus comentários foram reforçados pelos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Romero Jucá (PMDB-RR), Pedro Taques (PDT-MT), Marta Suplicy (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

O projeto seguirá agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será analisado de forma terminativa.

Simone Franco e Iara Altafin / Agência Senado

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Anvisa proíbe alimentos e bebidas à base de Aloe vera - 14/11/2011 - Ciência e Saúde - Da Redação

Folha de SP - 14/11/2011 - 12h31
Amanda Cieglinsk - Da Agência Brasil - Em Brasília]

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, fabricação e importação de alimentos e bebidas à base de Aloe vera. De acordo com o órgão, não há comprovação da segurança do uso do componente e nem registro para esse fim. A restrição foi publicada hoje (14) no Diário Oficial da União.

A Aloe vera é uma planta conhecida popularmente como babosa. É usada principalmente em produtos para o cabelo, mas recentemente também era encontrada em bebidas e alimentos, inclusive com função de emagrecimento. Por se encaixar na categoria de “novos alimentos”, a planta precisa se submeter ao registro da Anvisa para poder ser comercializada com esse fim.

De acordo com a resolução, o uso da Aloe vera é regulamentado apenas como aditivo na função de aromatizantes de alimentos e bebidas, o que continua sendo permitido.

sábado, 1 de outubro de 2011

Interpol faz operação em 81 países contra remédios falsos - 29/09/2011 - EFE

Paris, 29 set (EFE).- Ao menos 55 pessoas foram detidas ou estão sob investigação em uma operação realizada em 81 países coordenada pela Interpol de repressão ao tráfico de remédios falsos pela internet, o que levou à apreensão de mercadoria avaliadas em US$ 6,3 milhões.

A operação, chamada de Pangea IV, ocorreu entre os dias 20 e 27 de setembro e levou ao fechamento de 13,5 mil sites que negociavam produtos farmacêuticos piratas, detalhou a Interpol em comunicado.

Foram apreendidos 8 mil pacotes em 48 países com 2,4 milhões cápsulas e comprimidos de antibióticos, esteróides, tratamentos contra o câncer, depressão, epilepsia, além de suplementos alimentares e remédios para emagrecer.

"Os países-membros da Interpol e seus parceiros mostraram com o êxito da operação Pangea IV que a internet não é um paraíso de anonimato seguro para os criminosos que traficam com remédios ilícitos", ressaltou o secretário-geral da agência policial internacional, Ronald Nobre.

Coordenada pela Interpol a partir de seu quartel-general na cidade francesa de Lyon, Pangea IV teve apoio do grupo de trabalho internacional contra a falsificação de remédios e de policiais, agentes alfandegários e agências reguladoras nacionais, que também recorreram em seu trabalho aos servidores de internet, provedores de serviços de pagamento online e distribuidores.

Seu objetivo era desativar redes delitivas e atividades ligadas à comercialização online de remédios falsificados - como fraudes no uso de cartões de crédito - diante dos riscos à saúde que todo isso acarreta.

Seus três centros de ação foram os servidores de internet, o sistema de pagamento eletrônico e o sistema de distribuição.

Nobre destacou que o principal objetivo da operação era acabar com a atividade dos sites ilegais especializados no negócio farmacêutico e, ainda, identificar os caminhos do dinheiro movimentado por essas quadrilhas, que representam "um risco para a saúde pública".

"Não podemos deter o abastecimento ilícito de remédios sem um esforço internacional consistente, coletivo e constante que envolva todos os setores", advertiu o secretário-geral.

A esse respeito, comentou que a ação só foi possível graças à intervenção de 165 agências e a troca de informações em tempo real através da sede de Interpol em Lyon.

O responsável da agência policial pediu aos cidadãos que prestem mais atenção quando comprarem remédios pela internet.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Anvisa põe mais 9 “fitoterápicos” na lista negra « Dr. Bayma

A palavra Fitoterápico parecer exercer certo fascínio sobre as pessoas, algo como: Se não fizer bem, mal não fará. Também se ouve muito: Tomei todo tipo de medicamento, mas só fiquei bem depois de um remédio medicinal (ou ‘natural’). Isso pode representar um terrível e irreversível engano.

Ao pé da letra, fitoterápico significa tratamento baseado no uso medicinal de plantas. Esses tais medicamentos podem curar? Sim, podem (particularmente, aquilo que tem cura natural). Mas podem piorar a situação ou, talvez pior, mascarar sintomas de uma doença mais grave, disperdiçando um tempo precioso para o diagnóstico e tratamentos precoces.

Hoje (14/09), a Anvisa* (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial uma lista de nove substâncias que passam a ser proibidas no Brasil, tanto para distribuição, quanto para comércio. O texto da resolução (nº 4.112) cita ainda a apreensão de produtos em Sergipe que não estavam registrados na agência (leia na íntegra a resolução publicada no Diário Oficial).

Em 2010, um Kit Fitoterápico para tratamento de câncer já fora proibido (leia aqui) pela Anvisa. Isso me faz lembrar de uma história esquisita que surgiu há alguns anos: a de um padre que preconizava – em um livro – a cura do câncer com o uso Uísque e Babosa diariamente. Absurdo total! Pessoas desesperadas, portadoras de doenças incuráveis, constrangedoras ou limitantes, são alvos fáceis de picaretas do tratamento fácil e ‘milagroso’.


É nisso que você acredita?

Um exemplo clássico disso é a que inclui pessoas portadoras de dores crônicas, sobretudo nas articulações (artrites, artroses), que vão atrás de “remédios naturais” produzidos por “gurus” da medicina popular. Esses sujeitos – secreta e criminosamente – adicionam corticóides (substâncias potentes que reduzem acentuadamente aos processos inflamatórios e as dores), mas que causam efeitos colaterais severos, podendo provocar hipertensão arterial, gastrite, úlceras estomacais, retenção de líquidos, diabetes e baixa severa da imunidade (provocando infecções). Corticóides, registrem isso, só se for passado por médico competente no assunto e quando os benefícios suplantam os riscos.


Leiam abaixo, a lista de “medicamentos” proibidos hoje pela Anvisa:

1- Chá Sete Ervas (Rouxinol – Produtos Naturais)
2- Xarope Flor da Índia (Nutri Plantas)
3- Xarope Flor do Sertão (Elis Natu’s)
4- Flor da Catingueira (Bonature)
5- Umburana Composta (desconhecido)
6- Nutri Plantas (Nutri Plantas)
7- Folha Santa (Natureza Viva)
8- Elixir do Pai João (desconhecido)
9- Tayu Caroba (desconhecido)


Alguém - de sã consciência - crê que isso funciona?

Então, olhos atentos: nem tudo responde ao efeito placebo e, o mais grave, uma doença séria pode ser mascarada ou até piorar irreversivelmente com o uso dessas (e de outras) substâncias “milagrosas”.

*A Anvisa é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, criada em 1999 com o objetivo de promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, incluindo ambientes, processos, insumos e tecnologias relacionados. Autarquia ligada ao Ministério da Saúde, a Anvisa atua em parceria com o Ministério das Relações Exteriores controlando assuntos ligados à vigilância sanitária em portos, aeroportos e fronteiras.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sociedade Brasileira de Hepatologia alerta sobre toxidades hepáticas causadas por chás e ervas

Portal do Consumidor - Notícias
15/08/2011

Quase todos os centros de hepatologia do País relatam a crescente suspeita de hepatite tóxica provocada por chás, ervas e fitoterápicos, informa a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

Preocupada com esse problema, SBH realizou neste ano um encontro para discutir o assunto, e observou que não existem estudos que comprovem a eficácia e a segurança para o uso desses produtos no Brasil. Mas foram vários os relatos de toxicidade pela ingestão de chá-verde, confrei, sacaca, erva-cavalinha, unha-de-gato, cáscarasagrada, mãe-boa, entre outras.

Para Raymundo Paraná, Presidente da SBH, "a ciência médica não comporta preconceito, portanto não é contrária aos fitoterápicos nem a outros métodos não alopáticos, mas exige um critério de avaliação."

As conclusões foram encaminhadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde.

A SBH está agora preparando um cadastro nacional de hepatoxicidade, que inclui os medicamentos alopáticos, fitoterápicos, complementos alimentares e a chamada medicina natural.

O objetivo será oferecer às autoridades de saúde informações
estratégicas. "Oxalá, as autoridades de saúde despertem para esse tema", finaliza Paraná.

O hepatologista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Francisco Couto, analisou 12 publicações sobre o uso de fitoterápicos no tratamento da aids e das hepatites crônicas do tipo B e C.

Essas publicações avaliaram centenas de pessoas e abordavam, sobretudo, ensaios sobre a medicina tradicional chinesa. Segundo Couto, a maioria dos trabalhos avaliava desfechos e seleção de casos diferentes, incluindo muitas vezes até 10 plantas, o que torna difícil dizer qual princípio ativo, de fato, é eficaz.

No entanto, a análise apontou para melhores resultados da terapia alternativa quando comparada ao Inteferon apenas ou a Ribavirana no tratamento das hepatites.

Para o tratamento da aids, não ouve melhora do padrão imunológico, mas observou-se uma melhora na sensação do bem-estar dos pacientes analisados.

O alerta da SBH e a análise do professor Couto sugerem que o uso de produtos fitoterápicos carece de pesquisas sobre sua efetividade e que apesar de serem naturais podem provocar toxidade.



Fonte: Prontuário de Noticias

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ervas perigosas: medicamentos causam efeitos colaterais quando combinados com drogas convencionais

9/8/2011 - Portal do Consumidor - Notícias, Fonte: Extra
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LONDRES - Se você usa medicamentos à base de ervas porque são naturais e inofensivos, atenção: muitos desses produtos apresentam perigosos efeitos colaterais quando combinados com drogas convencionais. Segundo uma pesquisa publicada no periódico BioMed Central, a maioria dessas ervas não tem informação alguma sobre segurança.
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Pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, compraram 68 preparações à base das cinco ervas mais comumente usadas em remédios (ginseng, equinácea, gingko, alho e erva de São João) em duas lojas de produtos naturais, três grandes redes de farmácias e três drogarias de supermercados. As informações nos rótulos dos produtos foram comparadas com as informações de segurança fornecidas pelo Centro Nacional de Medicina Alternativa e Complementar e avaliadas quanto à integridade e precisão em relação às precauções, interações com outras drogas e efeitos colaterais
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Todos os produtos escolhidos são conhecidos por apresentarem algumas contraindicações.
---> A erva de São João, por exemplo, pode reduzir os efeitos da pílula anticoncepcional e pode afetar a ação do anticoagulante Varfarina.
---> O ginseng não é indicado para diabéticos
---> O gigko e a equinácea podem causar alergias.
---> Até o alho pode causar problemas para algumas pessoas por afinar o sangue e interferir na ação do coquetel de tratamento do HIV.
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A pesquisa descobriu que 93% dos produtos avaliados não eram licenciados e consequentemente não apresentavam padrões de segurança ou qualidade — e mais da metade era comercializada como suplementos alimentares. E um terço dos consumidores não sabia disso.

domingo, 17 de abril de 2011

Hepcentro - informações e ajuda sobre doenças do fígado

Hepcentro - informações e ajuda sobre doenças do fígado

O Hepcentro é um site independente, não ligado a instituições, não visa lucro nem patrocinadores. Procuramos oferecer uma fonte de informação para pacientes, médicos e estudantes, sempre atualizada e precisa. Respondemos a dúvidas específicas e fornecemos orientações por e-mail sempre que solicitados, dentro do possível.

O Hepcentro tem compromisso com a ciência médica e compromete-se a defender a população da pseudo-ciência (misticismo disfarçado de ciência), dos charlatães (médicos que defendem tratamentos sem benefício além da auto-promoção e de outros ganhos próprios) e dos curandeiros (pessoas que se fazem passar por médicos ou que prescrevem "tratamentos" possivelmente danosos).

Este site é completamente dedicado ao fígado e doenças que o acometem.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Weight Loss Fraud: Don't Be a Victim—"Dietary Supplements"

Notícias - FDA alerta sobre perigos de "suplementos dietéticos" que prometem perda de peso » Isaúde

Notícias - FDA alerta sobre perigos de "suplementos dietéticos" que prometem perda de peso » Isaúde


Produtos causam sérios danos por conter drogas escondidas que não foram estudadas em seres humanos e podem levar à morte

Cuidado com " suplementos dietéticos" que prometem perda de peso a qualquer custo. O alerta é de pesquisadores da agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

Especialistas afirmam que produtos do gênero podem causar sérios danos à saúde por conter drogas escondidas que não foram adequadamente estudadas em seres humanos.

"Estes produtos não são suplementos alimentares legais", disse Michael Levy, da FDA. "Eles contêm drogas muito poderosas que aparecem como naturais e que apresentam riscos significativos para os consumidores desavisados. Temos visto mortes associadas com estes produtos para perda de peso. " Não se enganem, eles podem matar."


Produtos contaminados

Agentes da FDA encontraram produtos para perda de peso contaminados com a droga sibutramina. Esse ingrediente foi retirado do mercado em outubro de 2010 por causar problemas cardíacos e derrames.

A FDA também encontrou outros ingredientes que foram retirados do mercado ou que nunca foram aprovados.

"Nós descobrimos outros produtos para perda de peso comercializados como suplementos que contêm misturas de ingredientes perigosos escondidos incluindo anticonvulsivantes, remédios para pressão sanguínea e outros medicamentos não aprovados nos Estados Unidos", observou Levy.

Muitos desses produtos contaminados são importados e vendidos através da Internet, mas alguns também podem ser encontrados nas prateleiras das lojas.


Não caia em fraudes
A FDA recomenda que os consumidores olhem para sinais de aviso potencial de produtos contaminados, tais como:

•promessas de ação rápida, como "perder dez quilos em uma semana"

•uso das palavras "garantido" ou "descoberta científica"

•rotulados ou comercializados em uma língua estrangeira

•comercializados através de e-mails em massa

•comercializados como alternativa de ervas para uma droga aprovada pela FDA ou como tendo efeitos similares a medicamentos com prescrição


Geralmente, se você está usando ou pensando em usar qualquer produto comercializado como suplemento alimentar, a FDA sugere que você:

•Verificar com seu médico ou nutricionista sobre qualquer nutriente que você pode precisar, além de sua dieta regular

•perguntar ao seu profissional de saúde para ajudar a distinguir entre informação confiável e questionável

•avaliar se as informações do rótulo não soam vantajosas demais para ser verdade

Comunidade no Orkut - Artrite Reumatóide




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Umuarama Ilustrado

Umuarama Ilustrado

Empresa de Umuarama produzia e vendia medicação sem registro
16/02/2011

O Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), com sede em Curitiba, apreendeu, ontem, 700 quilos de medicamentos e insumos que, segundo o núcleo, eram fabricados ilegalmente na empresa de manipulação Laborderm, em Umuarama. A denúncia surgiu a partir de um lote de remédio não registrado na Anvisa e que foi detectado por uma delegacia no Nordeste do país. A técnica responsável pela fabricação foi presa em flagrante acusada de cometer crime hediondo e o laboratório clandestino que funcionava dentro da Laborderm foi fechado. Entretanto, a empresa Laborderm continuou funcionando normalmente já que possui autorização para fabricação de cosméticos.
Além do Nucrisa, de Curitiba, a ação contou com a participação de agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da 7ª Subdivisão da Policia Civil de Umuarama e o Departamento de Vigilância do município.
Segundo a delegada do Nucrisa, Paula Brisola, foram encontrados mais de 40 tipos de medicamentos diferentes, entre calmantes, remédios para emagrecer, para varizes, para diabetes, artrite, educador intestinal e muitos outros, incluindo também fitoterápicos em geral, que totalizam 700 quilos entre matéria prima e produto acabado. “Alguns equivalem aos remédios de tarja vermelha, mas que não precisam de receituário”, explicou a delegada.

DENÚNCIA - Paula disse ao Ilustrado que um delegado de Alagoas acionou a Anvisa, em Brasília, sobre um medicamento fabricado em Umuarama e que não possuía registro na Agência Nacional. A denúncia então deflagrou uma investigação que envolveu também a Vigilância do município.
Segundo Paula, a fabricação desses medicamentos estava em uma sala a parte do laboratório geral da Laborderm, em um ambiente trancado. Essa fabricação ilegal se enquadra como crime hediondo, no artigo 273 do Código Penal e a pena pode chegar a 15 anos de prisão. “Por se tratar de um produto sem registro, o crime se equipara à falsificação”, explicou a delegada.
Quanto às substâncias, esse não é o foco da apreensão, por isso não se sabe da qualidade dos medicamentos. A priori, o crime é apenas de ilegalidade, agora caberá ao delegado local decidir se fará uma análise do princípio ativo. Por enquanto, a responsável técnica foi presa em flagrante, e, segundo a delegada de Curitiba, só no decorrer do processo outras pessoas, como os proprietários da empresa, poderão ser indiciados.

ALTO RISCO - Segundo o especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa, Antônio Amarilo Lopo Neto, qualquer produto que não seja registrado na Agência, gera risco à saúde pública, uma vez que “a qualidade e eficácia do medicamento só são garantidos se a Anvisa autoriza a fabricação”. Para ele, esse tipo de produto oferece alto risco aos pacientes, pois não se pode ter ideia de quais substâncias químicas foram usadas e se as dosagens obedecem a regulamentação.
De acordo com a coordenadora municipal de vigilância sanitária, Renata Petitto, alguns dos remédios apreendidos são datados de 2004 e todos devem ser incinerados com os custos do procedimento arcados pela própria empresa.
O advogado da empresa que acompanhou a ação ontem não quis dar detalhes nem quis se pronunciar oficialmente com a imprensa, alegando que não havia acessado o inquérito. Apenas fez uma ressalva na entrevista da delegada, afirmando que os remédios eram fabricados com a autorização de uma outra empresa, a Fitonatura, que funcionaria acoplada à Laborderm. A empresa ficou de divulgar nora oficial sobre o assunto nesta quinta-feira.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Agência de Notícias - JORNAL FLORIPA - www.jornalfloripa.com.br

Agência de Notícias - JORNAL FLORIPA - www.jornalfloripa.com.br

Algumas das fórmulas mais populares em farmácias de manipulação não deveriam ser vendidas, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Um exemplo são os fitoterápicos emagrecedores, como a combinação de faseolamina (farinha de feijão-branco) e laranja amarga (Citrus aurantium) e a pholia magra (porangaba). Essas três plantas, segundo a agência, não têm eficácia comprovada.

O problema, de acordo com o farmacêutico Newton Andréo Filho, professor da Unifesp, é que não há uma lista das substâncias que podem ser manipuladas.

"Tudo o que entra no país a farmácia acha que tem a condição de manipular. Falta estabelecer quais são os critérios que definem o que pode e o que não pode."

A Anvisa tem uma lista, publicada em 2009, com 20 insumos farmacêuticos registrados, todos químicos. Não há lista de insumos fitoterápicos permitidos.

"Enquanto a regulamentação da indústria farmacêutica é rígida, não há certeza quanto à segurança e à eficácia dos manipulados", diz a química Ana Célia Pessoa da Silva, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

"O preço dos manipulados é mais baixo, mas a qualidade não é garantida."

Segundo Maria do Carmo Garcez, presidente da Anfarmag (associação das farmácias de manipulação), a falta de uma lista de princípios ativos deixa todas as farmácias em uma situação aparentemente irregular.

"Na verdade, não estamos na ilegalidade. O problema é que faltam esclarecimentos."

Em geral, substâncias sem eficácia comprovada são aquelas que não são usadas como princípio ativo de medicamentos registrados.

O caso mais recente é o da Caralluma fimbriata, planta asiática usada para emagrecimento que teve a importação e comercialização suspensa no dia 21 de dezembro.

Para José Luis Miranda Maldonado, assessor técnico do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a Anvisa só informa que essas substâncias são proibidas depois que elas se tornam populares.

"Há muita propaganda enganosa de substâncias sem eficácia comprovada, o que deveria ser proibido."

OUTRO LADO

De acordo com a Anvisa, os "Registros de Insumos Farmacêuticos Ativos" ainda estão em fase de implantação e devem ser ampliados.

Para a agência, o problema do setor é o não cumprimento das regras vigentes.

Cabe à farmácia pesquisar sobre os insumos e saber se eles podem ser manipulados, com base nos remédios registrados na Anvisa.

"As farmácias que insistirem no uso desses insumos sem comprovação estão cometendo infração sanitária."

A agência diz que, se o consumidor detectar irregularidades, deve entrar em contato com a Vigilância local ou com a própria Anvisa.

CFSP

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Interação medicamentosa é problema substimado no país

Com Ciência - SBPC/Labjor

Por Ênio Rodrigo
13/12/2010


Os problemas causados no organismo pelo uso simultâneo de diferentes medicamentos ainda são subestimados no Brasil. A prática pode causar efeitos indesejados por conta da interação entre os componentes dos remédios ingeridos. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, esse tipo de interação entre dois ou mais medicamentos pode levar à morte em torno de 24 mil pessoas no país. Uma pesquisa mais detalhada, feita pelo Food and Drug Administration (FDA, cuja atividade é similar à feita pela Anvisa, no Brasil), demonstrou que esse número chega a aproximadamente 106 mil mortes por ano nos Estados Unidos.

“O número no Brasil é subestimado, principalmente se compararmos com o número indicado pelo FDA. Isso porque no Brasil o número de pessoas que se automedica é muito maior e até pouco tempo qualquer pessoa podia comprar antibióticos sem receita no balcão da farmácia”, alerta o médico Paulo Celso Budri Freire, coordenador do Núcleo de Tecnologia da Informação do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e idealizador do portal “Saúde Direta”. A iniciativa de Freire visa a ser uma plataforma para auxiliar os médicos e profissionais de saúde a ficarem alertas para possíveis interações entre medicamentos usados pelos pacientes atendidos.

A ferramenta, desenvolvida por Freire e uma equipe multidisciplinar de profissionais ligados à Unifesp e à Universidade de São Paulo (USP), é o único sistema com esse propósito, disponível em português no Brasil e tem apoio do Centro de Incubação de Empresas Tecnológicas (Cietec) da USP.


Prontuário eletrônico disponível para todos

O portal “Saúde Direta” é uma ferramenta online que não necessita da instalação de software específico e pode ser usado por qualquer médico (e brevemente pelos profissionais de enfermagem também).

“O fato de ser online facilita o acesso dos profissionais em todo o Brasil. Não há a limitação dos sistemas operacionais, por exemplo. Também tomamos cuidado para não fazer um site muito ‘pesado’”, explica Freire.

Com a ferramenta, os médicos podem criar prontuários eletrônicos - cadastrar pacientes e construir o histórico de condições de saúde e tratamentos indicados, além dos remédios ingeridos - dentro de um ambiente que, afirma Freire, garante a confidencialidade dos dados. “Nosso sistema é criptografado e somente o próprio médico tem acesso àqueles dados dos pacientes”, diz.


Cruzamento de dados e avaliação de riscos

A partir desse histórico de saúde dos pacientes, os médicos também podem verificar se aquele indivíduo está correndo risco de ser vítima de uma interação medicamentosa (um evento que tem mais de 155 mil variações). “A literatura médica indica um risco de 15% de possibilidade de interação entre medicamentos - com danos para a saúde do indivíduo - quando se toma três remédios paralelamente. Esse risco sobe para 80% de chances quando se consomem seis medicamentos concomitantemente. Acima de oito remédios diferentes esse risco é certo, são 100% de chances de interação medicamentosa (IM)”, explica Freire.

“Se considerarmos que uma boa parte da população de idosos tem necessidade do que chamamos de ‘multifarmácia’, ou seja, tomam vários medicamentos por conta de condições de saúde diversas, é possível afirmar que muitos indivíduos estão sofrendo com IM. Ainda mais se adicionarmos a essa equação o fato de que os profissionais médicos que atendem esses indivíduos não necessariamente conversam, e podem não saber a totalidade de medicamentos ingeridos por seus pacientes”, completa o especialista que lembra ainda que a ferramenta conta com protocolos de atendimento, o que pode facilitar a indicação dos tratamentos aos pacientes.


Raio X dos atendimentos em todo o Brasil

Os dados fornecidos pelos médicos, como indicou Freire, são confidenciais. Em compensação, o projeto faz uma análise dos números brutos apresentados pelos profissionais. “Com isso é possível analisar - e alertar os órgãos responsáveis, por exemplo - caso haja uma incidência muito alta de uma determinada doença, de um evento de IM ou de outros eventos. Além disso, conseguimos mapear os tratamentos de certas doenças. Ou seja, é uma ferramenta importante de dados estatísticos sobre o que está acontecendo no país em termos de saúde”, diz Freire, que explica também que o acesso à ferramenta “Saúde Direta” é gratuito para pessoas físicas e é necessário apenas que o médico forneça seu número de registro no órgão de classe.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Notícias - Cytotec é adquirido facilmente em sites de relacionamento na Internet » Isaúde

Jovem estudante de 18 anos revela como comprou o remédio pela Internet e conta como foi a experiência do aborto


A jovem curitibana que concedeu entrevista à reportagem do G1 ficou grávida e não quis ter o bebê. " Não era a hora, não tinha estrutura física nem psicológica para enfrentar uma gravidez. Quero dar muito mais para um filho um dia" , afirmou. A estudante pesquisou na internet e conversou com duas vendedoras antes de efetivar a compra do abortivo, porém, não foi orientada sobre os efeitos colaterais da medicação.

Ela revela que o aborto foi difícil. " Passada, em média, uma hora e meia, comecei a sentir cólicas fracas. A cada hora que passava, ficava mais forte" , conta. " Depois de umas quatro horas, comecei a ter diarreia e vômitos. Depois de umas cinco ou seis horas comecei a ter contrações moderadas, e dali por diante só piorou. Começou a ficar tão forte, que eu me contorcia muito e chegava a gritar. Mordia o que podia para conter a dor. Minha pressão baixou duas vezes. Já estava tão fraca no final do processo, que estava praticamente desmaiada, e isso é perigoso" , ela conta.

O médicos condenam o uso. Adilson Bezerra, da Anvisa, informa que "os abortivos são um problema de saúde pública e o uso sem supervisão médica pode levar à morte da gestante. Além disso, tem a questão da qualidade do medicamento. Não se sabe como é transportado, armazenado, se foi exposto à contaminação. Pode causar até a morte de quem faz uso dele."

A ginecologista Carolina Ambrogini, da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp), diz que ocorrem com frequencia casos de adolescentes e mulheres que passam mal após uso de abortivos nos prontos-socorros. Além disso, ela ressalta que "não é em 100% dos casos que aborta e o feto pode nascer com alguma deficiência."


Comércio ilegal de abortivos no país

A venda ou distribuição de medicamentos falsos ou que não tenham registro na Anvisa é crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal, e pode resultar em até 15 anos de prisão e multa.A pessoa responde pela comercialização, tanto o comprador quanto o vendedor, como também pode responder por aborto, qualificado como crime contra a vida nos artigos 124, 125 e 126 do Código Penal.

A mulher que provoca aborto em si mesma pode ser condenada a até três anos de prisão. Provocar aborto em terceiro pode resultar em até quatro anos de prisão, mesmo com o consentimento da gestante. A Anvisa informou que mantém parceria também com Correios e Receita Federal para coibir a distribuição e a venda de medicamentos ilegais.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

BBC Brasil - Notícias - Agência sanitária francesa associa 500 mortes a uso de inibidor de apetite

Autoridades sanitárias francesas divulgaram um alerta nesta terça-feira para pacientes diabéticos que se trataram por ao menos três meses com a droga benfluorex (também conhecida como Mediator).

Análises da Afssaps (a agência sanitária francesa) estimam que o uso da droga esteja associado a 500 mortes ao longo de três décadas na França, até ela ser banida, em 2009.

Em comunicado, a Afssaps recomenda que os ex-usuários da droga procurem um médico.

No Brasil, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o benfluorex nunca foi comercializado.

A droga era receitada a pacientes acima do peso com diabetes e também era usada como inibidora de apetite. Ela foi lançada na França em 1976 e banida 33 anos depois, após ser associada a disfunções cardíacas.

Segundo a Afssaps, cerca de 5 milhões de pacientes consumiram a droga na França.

Lesões

A companhia Servier, que vendia o benfluorex, reagiu ao comunicado, afirmando que as “teorias se baseiam em extrapolações”.

A empresa diz que 2,5% da população sofre de lesão valvar (nas válvulas do coração) e que o diabetes e a idade ampliam os riscos.

A Afssaps ainda disse que o Isomeride, outro inibidor de apetite vendido pela Servier, também foi retirado das farmácias em 1997, após análises mostrarem que ele aumentava os riscos de pressão alta.

sábado, 20 de novembro de 2010

O DIA ONLINE - BRASIL - Operação apreende 1t de remédios clandestinos

Belo Horizonte - Uma tonelada de medicamentos clandestinos foram apreendidos na tarde desta quarta-feira durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no município de Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais. A ação culminou com a interdição de uma fábrica de remédios, que não tinha licença para funcionamento.

A apreensão foi a maior do ano em todo o país. A empresa vinha sendo investigada há seis meses. De acordo com a PF, os medicamentos eram distribuídos por todo o país, com a promessa de "cura milagrosa" para reumatismo e problemas de coluna. Duas pessoas foram presas e encaminhadas para a delegacia da PF em Divinópolis.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SUCO DE ALOE VERA RESTAURADOR DE CARTILAGEM FOREVER FREEDON - Goiânia - Suplementos nutricionais

RESTAURADOR DE CARTILAGEM

e segue o texto do vendedor: ".... A formação e regeneração das cartilagens é uma função do corpo. Com o passar do tempo, as cartilagens das articulações começam a se romper devido ao desgaste físico e ao processo natural de envelhecimento, tornando atividades cotidianas, tal como uma simples caminhada, difíceis de serem realizadas. É por isso que é essencial manter níveis regulares dos nutrientes que produzem articulações saudáveis e dotadas de grande mobilidade. O Forever Freedom é especialmente formulado para fornecer os nutrientes que suas articulações necessitam para que você tenha conforto, flexibilidade e um estilo de vida ativo. Glucosamina: é a estrutura básica da cartilagem saudável. Estudos demonstram que ela repara e mantém as cartilagens, além de estimular a multiplicação das células cartilaginosas. Condroitina: ajuda a manter o líquido sinovial, que é o lubrificante natural das cartilagens e das articulações. MSM (Metil Sulfonil Metano): fonte natural de enxofre orgânico e antiinflamatório, que desempenha um papel crítico na manutenção da elasticidade e da flexibilidade do tecido conectivo que mantém as articulações....."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mais de 53 mil medicamentos foram apreendidos pela Anvisa este ano » Isaúde

De acordo com dados da agência, em 2009, foram feitas 53.535 apreensões de produtos falsificados e contrabandeados

Alguns dos medicamentos apreendidos expostos durante ação da Anvisa
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, faz balanço das operações de combate à falsificação de medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje (6) que 53.575 medicamentos falsificados e contrabandeados foram apreendidos entre janeiro e agosto deste ano em todo o país, além de 62,9 toneladas de remédios sem registro.

Em 2009, foram feitas 53.535 apreensões de produtos falsificados e contrabandeados. Também foram retidas 235 toneladas de medicamentos sem registro. De acordo com o chefe de Inteligência da Anvisa, Adílson Bezerra, o problema, que é sério, deve ser encarado como de saúde pública. Segundo ele, a venda de remédios controlados também aumentou.

"A falsificação de medicamentos migrou para dentro das drogarias e farmácias. Quando entra, o consumidor não sabe que está comprando um produto falsificado, corrompido, contrabandeado, sem registro. Temos que combater esse tipo de delito" , afirmou.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, o número de apreensões registrado este ano é alto mas representa a capacidade de equipes do próprio órgão e da Receita Federal de se articular e realizar o combate ao mercado paralelo de medicamentos.

"A mensagem mais importante é que as autoridades sanitárias e de combate à falsificação estão unidas, trabalhando há anos e introduzindo mecanismos para assegurar a qualidade de produtos. Não é um problema só no Brasil", disse, ao se referir a países europeus e aos Estados Unidos.

Entre 2007 e 2010, as operações realizadas passaram de 135 para 526, com um total de 2 mil locais inspecionados e 38% deles interditados. As principais apreensões incluem 237 mil caixas de medicamentos controlados. Este ano, 20 mil comprimidos hospitalares foram desviados do Sistema Único de Saúde (SUS) e localizados posteriormente.

domingo, 3 de outubro de 2010

Alerta Sanitário: Remédios falsificados em farmácias - Farmácia - Piauí - 180graus

O mundo tem passado por muitas mudanças, o avanço tecnológico que ocorrem na área da saúde, propiciam melhorias na vida das populações e conseqüentemente a sua longevidade e seu bem estar.

Nas últimas décadas, novas drogas foram disponibilizadas após anos e anos de experiências, milhões de dólares aplicados e uma infinidade de testes para que o usuário tenha um produto em onde se possa prevê os potencias riscos que possa trazer, como reação adversa ou efeitos colaterais.
Não bastasse isto, o monitoramento destes novos produtos continua após muitos anos do lançamento destes no mercado, a fim de se detectar alguma reação ainda não conhecida nos testes que antecederam seu lançamento.

A legislação brasileira é rigorosa no que se refere ao lançamento e a comercialização de um produto no mercado brasileiro, e a ANVISA, órgão responsável pela análise, liberação de novos produtos, a regulação e a fiscalização do mercado farmacêutico, é hoje é uma instituição respeitada em todo o mundo.

Mas todos estes benefícios deixam de existir quando a população está exposta a medicamentos falsificados. Diariamente em alguma cidade do Brasil, é possível ler nas manchetes de jornais, sobre idosos morrendo pelo uso de medicamentos falsificados usados para disfunção erétil ou jovens que morrem após tentativa de aborto com o malfadado Citotec, medicamento banido do mercado brasileiro. Diariamente, medicamentos proibidos, utilizados para inibir o sono, como as anfetaminas, conhecidos também como “arrebites”, estão por trás de dezenas de acidentes nas estradas que ceifam muitas vidas, muitas vezes de famílias inteiras.

E o pior é que muito destes medicamentos são adquiridos em farmácias e drogarias, denunciando a fragilidade do sistema fiscalizador.
A ANVISA delega a fiscalização as Vigilâncias Sanitárias locais, que muitas vezes são despreparadas, desaparelhadas e com profissionais descomprometidos com a saúde pública. Somente nas fiscalizações esporádicas da ANVISA é que este crime é detectado. A população também pode e denunciar quando encontrar este tipo de medicamento, pois a farmácia que vende um tipo de medicamento falso pode ter muitos outros em seu estoque e a sua saúde pode está em risco ao adquirir medicamento nestes estabelecimentos.

A punição para que pratica este crime é previsto no artigo 273 do Código Penal Brasileiro conforme descrito abaixo, sendo considerado como crime inafiançável e com pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão.


Código Penal Brasileiro

Art. 273 - Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa.
..........§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem importa, vende, expõe à venda, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado.
..........§ 1º-A - Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos, as matérias-primas, os insumos farmacêuticos, os cosméticos, os saneantes e os de uso em diagnóstico.
..........§ 1º-B - Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos em qualquer das seguintes condições:
....................I - sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente;
...................II - em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior;
..................III - sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização;
...................IV - com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade;
....................V - de procedência ignorada;
...................VI - adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.

Responde também pelo mesmo crime o Responsável Técnico pela empresa.

Bom Dia Brasil - Polícia encontra mais de 800 caixas de medicamentos no meio da mata

Na pilha havia remédios que não podem ser vendidos em farmácias. Tudo dentro do prazo de validade.

Guardas Municipais em São Paulo encontraram uma pilha de medicamentos abandonados no meio da mata. Foram mais de 800 caixas jogadas em uma área de preservação ambiental.

No meio da pilha havia remédios que não podem ser vendidos em farmácias. Tudo dentro do prazo de validade.

A polícia agora vai investigar o caso. Os laboratórios vão ter que informar quem comprou os medicamentos. A pena para este tipo de crime pode chegar a dez anos de prisão.

Confirmada condenação de homem que vendia remédios em lanchonete de Tubarão

Autuado por vender na rede medicamentos falsificados

Polícia Federal e Apevisa apreendem medicamentos falsos em Serra Talhada

Operação Contra Falsificação Medicamentos

PRF apreende remédios falsos

“Erva Daninha” - Nova operação da PF mira Dourados

Homem é preso com 3 t de medicamentos falsos em GO

Remédio clandestino que prometia a cura do diabetes continha açúcar na fórmula

Fábrica de Remédios Clandestina é Fechada Durante Operação em Campo Grande

Remédios milagrosos ludibriam internautas

Willian Novaes - Do Diário do Grande ABC

A cura de doenças crônicas, impotência sexual e obesidade, entre outros tratamentos nada convencionais, é oferecida livremente em páginas na internet. O Diário levantou dezenas de produtos que prometem fazer o usuário perder peso dormindo, aumentar o pênis em duas semanas e até combater o câncer de próstata.

Segundo especialistas, as promessas são todas ilusórias e não existe comprovação científica para essas terapias não convencionais. Mas, em todos os sites havia sempre depoimentos de clientes anônimos e frases publicitárias que garantiam a eficácia dos respectivos tratamentos.
Em um dos casos, a atendente do site Aumente Natural confirmou que o método de aumento peniano não foi elaborado por médicos, mas garante que o resultado é "sensacional". "Até hoje nenhum cliente pediu o dinheiro de volta. Já vendemos milhares de cartilhas."

Segundo as informações da funcionária, não há efeitos colaterais na utilização do método para aumentar o órgão genital masculino "porque não se trata de remédio, e sim de um tipo de fisioterapia. São apenas exercícios. O interessado usa somente as mãos", frisou. Os "exercícios" são disponibilizados por um manual que pode ser impresso na casa do comprador, apenas após o pagamento.

Segundo Roberto Vaz Juliano, professor de urologia da Faculdade de Medicina do ABC, é absurda a venda desse tipo de produto. "Não existem medicamentos ou terapias para aumentar o pênis. Principalmente essas que falam de alongamento não têm a menor base científica."

Os remédios para melhor desempenho sexual são as ‘estrelas'' dos sites de vendas, seguidos por pílulas, xaropes e chás que prometem emagrecimento rápido sem qualquer atividade física. "As pessoas vão atrás de uma cura pela crença e mais rápida. Muitas vezes estão distantes da realidade", disse Vera Barros de Oliveira, professora de psicologia da saúde da Metodista.

É possível comprar drogas para depressão, ansiedade, diabete e colesterol, entre outros problemas de saúde. Além de melhorar o desempenho sexual, elas oferecem outras funções, como engrossar o pênis, ereção prolongada, aumento em 1.000% na produção de espermatozoides, combate à frigidez feminina e mais algumas proezas. "Não há medicamentos sem efeitos colaterais. O papel da internet é maravilhoso, mas as pessoas precisam aprender a filtrar. O charlatanismo é muito comum nestes locais", conta Juliano.

O portal que comercializa o Kit Emagrecer Dormindo anuncia que 200 mil clientes estão satisfeitos. Quem compra não precisa ir à academia. Basta tomar duas cápsulas por dia para perder até nove quilos em um mês. A empresa não respondeu ao Diário.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou em 2009 uma resolução para controlar a comercialização de medicamentos na internet. As pessoas que estiverem com dúvidas sobre o registro e a procedência do remédio podem consultar o site do órgão federal (www.anvisa.gov.br) ou ligar para 0800-642-9782.


Uso contínuo de ervas pode agravar problemas de saúde

Antes da comercialização banal de medicamentos pela internet, as pessoas buscavam a cura para alguns problemas de saúde nas casas do norte e em lojas de ervas. Elas ainda existem, mas perderam espaço no mercado de medicação natural.

Nesses locais ainda é possível encontrar bebidas alcoólicas que, segundo a crendice popular, melhoram o desempenho sexual de homens e mulheres, assim como as plantas pau-de-tenente, nó-de-cachorro, pra-tudo, guaraná, catuaba e outras utilizadas na produção das famosas "garrafadas".

O piauiense Eduardo Vieira da Silva, 60 anos, mais conhecido como Coalhada, é dono de uma tradicional casa do norte no centro de São Bernardo. Ele já vendeu muitas sementes para todo tipo de doença.

Agora, com a venda do Viagra e o aumento da fiscalização por parte da Vigilância Sanitária, caiu a procura por esse tipo de automedicação. Mas ainda sobraram as cachaças e a conhecida Jurubeba, entre os queijos, amendoins e outros produtos da cultura nordestina.

"As pessoas tomam para melhorar, mas isso é coisa da cabeça. Se o cabra não estiver bem, não é o um mé (bebida) que vai ajudar. Mas, como as pessoas falam, vou fazer o que?", brinca Coalhada.

Quando a reportagem chegou ao estabelecimento, havia um grupo de homens batendo papo. Ao serem questionados sobre se já haviam experimentado algum dos "coquetéis energizantes", todos negaram. Quando o dono do local começou a explicar, no entanto, eles pararam a conversa para prestar atenção. "Olha! Isso deve ser bom, hein? E, pelo jeito, não dá dor de cabeça", disse um dos homens.

O comerciante José Edilson Pereira, 50, é dono há 13 anos de uma casa de ervas em São Bernardo. Ele vende dezenas de espécies e ainda prepara as conhecidas "garrafadas" para alguns clientes. Mas quem pensa que Edilson faz as vezes de curandeiro está enganado. Autodidata no preparo dos chás e das vitaminas, ele ainda dá conselhos. "Dias desses chegou um rapaz de 20 anos querendo uma garrafada porque as coisas não estavam andando bem. Olhei na cara dele e falei: Rapaz, vai procurar um médico. Não é casca de pau nem semente que vai resolver o seu problema", disse orgulhoso.

Entre outras histórias, há a de um homem mais velho que queria ingredientes para fazer um chá que aliviasse a dor no peito. "Falei para ele ir correndo ao hospital que a coisa era séria", lembra.

Para Irene Videiras de Lima, professora de toxicologia da Faculdade de Medicina do ABC, o consumo de chás e ervas pode ser usado para aliviar doenças de baixa gravidade. Mas o uso contínuo pode provocar problemas sérios de saúde. "O que diferencia entre a droga e o remédio é a dose. As pessoas precisam tomar cuidado com esses tipos de tratamento."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Glucosamine, chondroitin don't benefit arthritis

Philly 09/20/2010

Capital sedia workshop gratuito sobre medicamentos irregulares

Diante do preocupante crescimento dos casos de medicamentos falsos ou irregulares comercializados facilmente em farmácias, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em parceria com o CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia do Estado de Mato Grosso do Sul), CFF (Conselho Federal de Farmácia), Indústrias Farmacêuticas, Câmara Municipal e Faculdade Estácio de Sá, realiza nos dias 30 de setembro e 01° de outubro, em Campo Grande, um curso de reciclagem com o tema: “Combate aos Medicamentos Irregulares”.

O evento gratuito, conta com o importante apoio da Câmara Municipal de Campo Grande, que representados pelo presidente Paulo Siufi, alterou o cronograma da Casa de Leis para ceder espaço à realização do workshop.

Voltado a todos os profissionais do setor farmacêutico e de defesa do consumidor, o workshop tem como objetivo dar conhecimentos teóricos e práticos aos farmacêuticos e entidades de proteção à saúde, sobre os medicamentos falsos, seus riscos e principalmente, como identificar e combater essa prática que invade o mercado de medicamentos.

Autoridades e Representantes de órgãos como: Anvisa, CRF/MS, CFF, Polícia Federal, PRF, Ministério Público, Secretarias de Saúde e Vigilâncias Sanitárias, Ministério Público MS, Polícia Federal MS, Polícia Rodoviária Federal MS, Procon, Decon e Gaeco participarão do evento, que contará ainda com a participação dos realizadores e profissionais farmacêuticos do Estado e representantes do Ministério Público de MS, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Militar, Secretarias de Saúde do Estado e Municípios, Vigilâncias Sanitárias do Estado e Municípios, Procon, Decon e Gaeco.

De acordo com o presidente do O CRF/MS, Ronaldo Abrão, o Conselho, preocupado com o avanço da criminalidade no setor busca parcerias com todos os órgãos de defesa da população e a sociedade será a maior beneficiada por estas parcerias.

“O vereador Paulo Siufi, presidente da Câmara Municipal que é hoje um dos políticos mais respeitados do nosso estado, entendendo a gravidade da situação e a importância do evento, ao ouvir a nossa solicitação imediatamente transferiu a seção que ocorre às quintas feiras no local e abriu as portas da Câmara Municipal que sediará o evento”.

Além da Câmara Municipal, o evento conta com a parceria da Faculdade Estácio de Sá, que disponibilizará salas para os treinamentos do workshop.

Serviço - O workshop: “Combate aos Medicamentos Irregulares”, acontece à partir das 8h30, nos dias 30 de setembro no Plenário “Oliva Enciso” na Câmara Municipal de Campo Grande, localizado a Rua Ricardo Brandão, 1600 - Jatiúca Park - Campo Grande/MS. O local de realização do treinamento prático será no 1° andar, no bloco D da Faculdade Estácio de Sá, sito à Rua Venâncio Borges do Nascimento, 377 - Bairro Jardim TV Morena – Campo Grande/MS, o qual será ministrado por técnicos de grandes indústrias do setor farmacêutico.

domingo, 26 de setembro de 2010

'É bom para quê?' mostra a importância dos testes para uso dos fitoterápicos

Fantástico - Quadros - NOTÍCIAS
'É bom para quê?' mostra a importância dos testes para uso dos fitoterápicos

Dr. Drauzio Varella recomenda: 'Para tratar doenças, não tome nada que não tenha rótulo e nem bula'.

Nos últimos domingos, o Doutor Drauzio Varella mostrou no fantástico os riscos que a gente corre quando usa um preparado de ervas. Hoje, ele vai apresentar pessoas que dedicam a vida ao estudo das plantas. Do tubo de ensaio ao balcão da farmácia. Tudo para que você possa tomar o seu chazinho em segurança.

Há quinze anos, viajo pelo Rio Negro, na floresta Amazônica, em um barco da Universidade Paulista, a Unip. Nós estudamos as plantas da região com um objetivo bem claro: descobrir novos medicamentos.

Com as plantas coletadas, já fizemos 2,2 mil extratos. Mais da metade foi testada contra células malignas e bactérias resistentes a antibióticos.

“A planta (mostrada no vídeo) é a violácea, que nós coletamos, que apresentou uma atividade antitumoral bastante intensa”, explica a farmacêutica e pesquisadora da Unip Ivana Barbosa Suffredini.

No tubo de ensaio, a violácea foi eficaz: matou as células tumorais. Mas quando fomos testá-la em ratos, sua ação foi, literalmente, mortal.

“Matou em quatro minutos o bicho”, diz Ivana. “Isso seria um ótimo exemplo, de que aquele dito popular de que ‘o que é natural não faz mal’ é totalmente inválido”, completa a pesquisadora.

É bom pra quê? Só da para saber se as pesquisas forem feitas até o final. O conhecimento tradicional, o chá que gerações de avós receitaram para os netos é muito importante, mas deve ser considerado como uma ferramenta. Toda pesquisa com produtos naturais começa com a coleta de uma amostra de planta. Do mato, a planta vai para o laboratório onde é transformada em extrato, preparação obtida misturando a planta ou com água - extrato aquoso - ou com álcool - extrato alcoólico.

“O perigo de usar extratos vegetais de plantas, com ou sem álcool é que esses extratos são ricos em um mistura de substâncias e nem todas as substâncias têm uma ação desejada”, diz a química e pesquisadora da UFC Otilia Loiola Pessoa.

“Esse extrato é natural, veio das plantas. Ele foi testado como apresentando uma ação contra as células tumorais, porém, matou ratos em pouco tempo”, diz Ivana.

Por isso que é muito importante não só descobrir atividade, como fazer os testes para saber se a planta é tóxica ou não. Porque se eu só temos a primeira parte da informação, sabemos que mata células tumorais, preparamos um chá e tomamos, podemos tomar um chá muito tóxico.

A morte do ratinho tem uma justificativa. Ele morreu para nos mostrar que aquela planta, embora tenha o poder de destruir células doentes, é altamente tóxica. Os testes com animais só são feitos após aprovação de um conselho de ética. Eles encerram o que deveria ser a primeira parte da pesquisa de uma planta candidata a virar medicamento, a parte chamada de pré-clínica. O problema no Brasil é que muitos estudos com fitoterápicos terminam nesta parte, que deveria ser só o início.

“Quem vai dar a palavra final são os estudos clínicos. Isso eu aprendi desde muito cedo, que tratar ratinho é fácil. Você cura o ratinho. Mas tratar o homem é diferente de tratar o ratinho”, diz o médico professor de farmacologia e pesquisador da UFSC João Batista Calixto.

Os fitoterápicos brasileiros não precisam ser submetidos ao mesmo rigor exigido para aprovação dos medicamentos convencionais. “Para o medicamento fitoterápico, considerando que algumas plantas têm tradicionalidade de uso. Você pode pular alguma etapa”, diz a coordenadora de fitoterápicos da Anvisa Ana Cecília Bezerra.

Segundo a Anvisa,os estudos clínicos para demonstrar eficácia e segurança em seres humanos podem ser substituídos pelo uso tradicional ou por publicações em livros e revistas.

Segundo o Doutor Calixto , não podemos usar o argumento do uso tradicional para justificar a eficácia e a segurança do tratamento. “O uso tradicional, ele só conta os dados de sucesso. Você não tem ideia de quantas pessoas tiveram problemas”, diz o médico.

“Quando ela começar a ferver o senhor vai derramar sobre as folhas e tampar. E esperar, no mínimo, doze minutos. Por que a gente fala doze? Porque o ano tem doze meses”, explica o engenheiro agrônomo da Embrapa de Belém Osmar Lameira.

Osmar Lameira é agrônomo, dá cursos sobre identificação, cultivo, manipulação e uso de plantas para problemas de saúde e também receita preparados com plantas na sede da Embrapa em Belém, o que é crime: exercício ilegal da medicina.

“Uma planta (que você pode ver no vídeo), pela informação popular, ela é indicada pra câncer de mama”, mostra o engenheiro.

As fontes de informação de Osmar são 'o conhecimento popular', estudos sem rigor científico e livros, como um em que uma americana fala da suposta cura de câncer de mama com graviola.

“Várias pessoas têm usado e uma maneira de tirar essa dúvida também é no livro da Doutora Liz Taylor, onde ela publica um trabalho sobre isso aqui”, justifica Osmar.

“Mas, professor, qualquer um publica um livro a respeito de qualquer coisa. Eu tive a ocasião de ver esse livro. E do ponto de vista científico, professor, ele é uma inutilidade”, argumenta Dráuzio Varela. “É uma informação popular”, contra-argumenta Osmar. “É inutilidade total”, conclui o médico.

A graviola receitada por Lameira é a mesma planta usada pela Luisa e que, nos laboratórios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, aumentou o crescimento de células malignas. As células, em vez de ter o crescimento inibido, em vez de parar de multiplicar, se multiplicaram ainda mais. “Exatamente, elas se multiplicaram bem mais”, confirma a pesquisadora do HC de Porto Alegre Caroline Bruneto de Farias.

O mercado está cheio de publicações que apregoam os poderes milagrosos das plantas. Por exemplo, este livro, patrocinado por uma instituição respeitável como a Embrapa, que modernizou a agropecuária brasileira recomenda a mesma planta para queimaduras, reumatismo, erisipela, prisão de ventre, manchas na pele, rugas, queda de cabelo e tratamento do câncer.

Se muitos desprezam os estudos científicos, há os que dedicam a vida à pesquisa como deve ser feita: lenta, trabalhosa, baseada em testes laboratoriais e, principalmente, em estudos clínicos completos, que são divididos em três fases: A primeira fase serve para definir se o remédio vai ser dado por boca, por veia, como ele se distribui pelos órgãos, quanto tempo leva para ser eliminado, e quais as doses seguras.


O professor Odorico, da Universidade Federal de Fortaleza, está testando agora um possível medicamento contra a ansiedade e a pressão alta feito com uma planta.

“Esse é o estudo de fase um onde você utiliza um voluntário sadio, que foi previamente selecionado”, conta o Dr. Odorico.

A fase seguinte, fase dois, é realizada com doentes. Nesse momento é que se avalia se a droga funciona mesmo contra a doença, e se surgem novos efeitos tóxicos.

“A segunda fase é uma fase extremamente importante, onde a gente foca aquela dose com aquele medicamento em uma doença particular”, diz dr. Barrios da PUC-POA. Se o remédio não funcionou para aquela doença é abandonado. “É descartado”, diz o doutor.
Se funcionou estaremos diante de um medicamento que tem ação contra determinada doença. “Aí, a gente passa pra a fase três”, diz o médico.

Na PUC de Porto Alegre funciona um importante Centro Internacional de testes clínicos fase três. “É a fase de maior envolvimento em termos de números de pacientes. Nós precisamos de estudos que tenham milhares de pacientes onde a gente compara esse remédio do qual a gente já sabe a dose, já sabe a toxicidade, com um tratamento convencional que a gente tenha disponível. E no final do estudo, a conclusão é que esta nova medicação poderá ser melhor, igual ou eventualmente pior do que é o tratamento convencional”, explica o médico pesquisador da PUC - RS Dr. Carlos Henrique Escosteguy Barrios.

“Normalmente você tem em torno de seis a oito anos para completar todos os estudos”, conta o médico e professor de Farmacologia e pesquisador da UFC Manoel Odorico Moraes.

“Tem casos no Brasil, de desenvolvimento de um anitiinflamatório que custou US$ 7,5 milhões, todo o estudo.

Custa caro, leva tempo e é difícil como achar uma agulha num palheiro. Minha equipe já tem quinze anos de expedições na Amazônia e pesquisas de laboratório e ainda estamos longe de um resultado promissor. O professor Odorico testa plantas há quase quarenta anos.

“Meu sonho é ver um medicamento desenvolvido pelo meu grupo de pesquisa numa prateleira da farmácia”, afirma o professor.

O professor Calixto, o brasileiro que mais publicou estudos na área de farmacologia de plantas, uma carreira brilhante e apenas um fitoterápico com sua assinatura nas farmácias. “Eu acho que está prevalecendo no Brasil, ainda o lado emocional quando se fala de plantas. E não se leva em consideração que esta é uma área de saúde pública, medicamento que requer um rigor enorme”, diz o professor Calixto.

Você deve estar se perguntando: não posso tomar nada feito de plantas, nem um chazinho? Para tratar doenças, não tome nada que não tenha rótulo e nem bula. Se você usar um derivado de plantas de acordo com a bula, não se intoxicará. A eficácia - se vai funcionar ou não para a sua doença - é outro problema.

“Alguém usou uma vez, para controlar diabetes, se sentiu bem e disse: é essa a insulina vegetal”, acredita o engenheiro agrônomo, Osmar Lameira.

sábado, 25 de setembro de 2010

Acidentes de consumo já são um sério problema de saúde pública

Correio Braziliense - Ciência e Saúde -
Acidentes de consumo já são um sério problema de saúde pública

Em um passeio pelo shopping, a produtora Nathalie Sales Amaral, 35 anos, encontrou em uma conhecida loja de departamentos uma réplica perfeita de seu sapato favorito. “Eu tinha a versão de marca e encontrei um exatamente igual na loja. O melhor: pela metade do preço que havia pago pelo meu”, relembra. Aproveitando a boa oportunidade de continuar utilizando o modelo de calçado que gostava, Nathalie não pensou duas vezes. Entrou, experimentou e comprou o sapato.
A história, que seria apenas uma entre tantas que acontecem em qualquer loja de calçados, teve, no entanto, um desfecho nem um pouco feliz. “Mais tarde, resolvi estrear o sapato novo. No início, foi tudo bem, mas no meio da noite comecei a sentir dores nos dedos. Como não era nada grave, não me preocupei”, relembra. No dia seguinte, após acordar, ela teve uma surpresa desagradável. “Quando olhei os dedões dos meus pés, percebi que as unhas estavam totalmente pretas e doendo muito. Poucos dias depois, elas caíram”, conta. Além da dor constante, a produtora teve que passar semanas sem usar calçados fechados. “Foi horrível. Eu usei o sapato por no máximo seis horas e perdi duas unhas. Fiquei com tanto ódio que joguei ele fora”, conta.

Na época, Nathalie não sabia, mas ela foi mais uma vítima dos chamados acidentes de consumo. “É assim que são chamados os efeitos negativos que ocorrem quando um cliente utiliza corretamente um produto ou serviço, mas tem sua saúde ou segurança colocada em risco”, explica o diretor substituto da Diretoria de Qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Paulo Coscarelli. “Esses acidentes não têm origem certa. Recebemos desde relatos de problemas com produtos de marcas bem estabelecidas até acidentes relacionados a utensílios pirateados”, conta.

O diretor do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), José Roberto Ferraro, explica que acidentes de consumo são um problema de saúde pública. “As consequências podem ser gravíssimas e levar até à morte”, alerta. Ele conta que as principais vítimas são as crianças. “Em um levantamento que fizemos em parceria com outros dois hospitais universitários, constatamos que 60% das vítimas são crianças. É o caso do brinquedo que solta peças com muita facilidade ou de roupinhas que podem sufocar o bebê. Por serem mais vulneráveis, o risco de um acidente ter consequências graves é bem maior”, afirma.

O médico acredita que a notificação compulsória poderia ajudar a minimizar o problema. “Hoje, se um médico detecta um caso de sarampo, de dengue ou de Aids, por exemplo, ele é obrigado a notificar os órgãos competentes. Se, porém, recebemos uma pessoa que queimou a mão por causa de uma panela de má qualidade ou cortou o dedo devido a uma embalagem de ervilhas malfeita, essa notificação não é obrigatória”, afirma. “Um bom exemplo é o caso de uma famosa marca de canetas. Crianças inalavam a tampinha que ficava no final do tubo. Devido aos constantes casos, a empresa redesenhou a caneta para essa tampinha não sair com facilidade”, exemplifica José Roberto.


Registros

Para ajudar a diminuir o problema, o Inmetro criou, há três anos, um canal de comunicação com os consumidores, que podem notificar o órgão sobre eventuais acidentes que tenham sofrido. “Não se trata de uma reclamação, que vá gerar um processo ou responsabilização por danos. Os registros servem para ajudar a orientar nossas ações. Quando uma pessoa reclama de um determinado produto, vamos atrás do fabricante apurar as responsabilidaes”, explica Coscarelli. “Quando não se trata de um produto de nossa responsabilidade, como os alimentos, por exemplo, nós avisamos o órgão responsável. No caso, a Vigiância Sanitária”, completa.

Apesar de ser pouco conhecido pelos consumidores, o espaço de notificação já surtiu efeito. “No início do nosso monitoramento o principal alvo de reclamações eram as escadas domésticas dobráveis. As constantes reclamações de acidentes fizeram com que elas entrassem para o grupo de produtos com fiscalização compulsória”, exemplifica. Isso quer dizer que esses produtos passaram a ser fiscalizados de maneira constante. “Por isso, as reclamações de acidentes diminuíram”, completa.

Ainda não existem estatísticas de vítimas de acidentes de consumo no Brasil. “Nos Estados Unidos, onde esse monitoramento é feito há mais de 30 anos, o prejuízo anual causado por esse tipo de situação é de 700 bilhões de dólares por ano”, conta Cascorelli. “Por lá, as agências de fiscalização fazem um monitoramento em hospitais, em busca de dados sobre acidentes de consumo”. O monitoramento hospitalar começou este ano a ser feito no Brasil. “Por enquanto, o projeto é piloto, realizado em dois hospitais do Rio de Janeiro, mas nossa intenção é expandi-lo para o restante do país’”, afirma.

Se o convênio entre hospitais e órgãos reguladores já estivesse funcionando, um dos casos notificados seria o do empresário André Luiz Guerino, 36 anos. Cerca de duas horas depois de consumir um salgadinho em uma lanchonete da Asa Norte, ele começou a sentir náuseas e enjoos. “Quando os sintomas começaram a piorar, procurei um pronto-socorro. Cheguei lá com diarreia, fraqueza e calafrios. Estava tão mal que os médicos me internaram na hora”, relembra. A causa do problema foi uma contaminação no alimento que ingeriu. “Fiquei tão mal que o médico cogitou fazer uma lavagem estomacal e, se não surtisse efeito, teria que fazer uma cirurgia. Foram três dias internado e mais 10 dias de repouso em casa para me recuperar”, relata.

Para ele, a pior parte do problema é a dificuldade de prevenção. “O local onde comi é bastante tradicional. É difícil prever quando esse tipo de coisa vai acontecer e, quando ocorre, provar e pedir uma reparação pelo problema é mais difícil ainda”, afirma, em referência à dificuldade de mostrar à Justiça que o problema de saúde foi causado por um produto contaminado. “Quem guarda nota fiscal de lanchonete? Pelo menos, depois disso aprendi: sempre que compro qualquer coisa, guardo os comprovantes por um bom tempo. Assim fica mais fácil de correr atrás dos meus direitos”, conclui.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Supplements for arthritis have no benefit, according to research | Mail Online

Mail Online

Key arthritis supplements have no effect find scientists - Scotsman.com News

Scotsman.com News

Arthritis supplements 'do not work'

National - Bury Free Press

Chá de mãe-boa pode ser perigoso para o fígado

Fantástico - Todos os programas - NOTÍCIAS

Um chá desses parece uma coisa inocente, mas a verdade é que a mãe-boa nunca havia sido estudada.

Chegou a hora do doutor Drauzio Varella no Fantástico! Ele vai contar a história de uma moça que, pra melhorar de um problema de digestão, tomou um simples chá, feito com uma plantinha inocente.

Só que a bebida fez mal, a moça quase morreu. E casos como o dela, infelizmente, são comuns, comuns até demais.

“Essa planta se chama mãe-boa. Quando a pessoa está com a urina solta ou então muito presa, toma o chá de mãe-boa que melhora”, garante XXX

“Eu tinha problema de gases. Até para arrotar eu tinha dificuldade. Como ela disse que era bom, eu peguei e tomei”, diz a cabeleireira Lindiane Silva dos Santos.

“No imaginário popular, a medicação natural não tem riscos. Isso não é verdade. Isso precisa ser desconstruído. Em tese, ela é mais perigosa”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Raymundo Paraná.

A planta que o povo conhece com o nome de mãe-boa é rasteira, cresce na beirada do mato. Um chá desses parece uma coisa inocente. Mas a verdade é que a mãe-boa nunca havia sido estudada. Os trabalhos feitos na Universidade Federal da Bahia mostraram que ela contém diversos componentes tóxicos para o fígado. Foi o uso continuado desse chá que destruiu o fígado de Lindiane.

“Foi uma doença muito rápida, coisa de dias”, conta a cabeleireira, de 26 anos. Ela vive com o marido no mesmo bairro da mãe e da irmã, Pirajá, na periferia de Salvador, Bahia.

“Eu estava bem de saúde. De repente, dormi. Quando acordei, estava toda amarela”, lembra Lindiane.

Raymundo Paraná é especialista em doenças do fígado. Como presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, recentemente promoveu um encontro de especialistas internacionais para avaliar os efeitos tóxicos dos remédios.

“Existem estudos de fase 2 e 3 que nos dizem exatamente como a medicação alopática – com todos os problemas e riscos que tem – age e quais são os efeitos adversos”, explica o médico. “Mas em outros compostos isso não existe”.

Lindiane tomou um chá e teve problemas sérios de saúde. “Ela procurou o serviço de saúde e recebeu a receita para o uso dessa medicação mãe-boa, que aliás já era utilizada por outros familiares também por orientação médica. Ela desenvolveu um quadro de uma agressão aguda ao fígado, evoluindo para uma hepatite fulminante”, diz Paraná.

“Eu perguntei à médica o que foi que causou isso. Foi então que me deram o diagnóstico: foi a folha”, lembra Lindiane. Ela conta que o médico que receitou a planta não explicou como preparar o chá.

A pessoa que recebe uma prescrição das mãos de um médico confia. Não imagina que vai tomar um produto tóxico. Como um médico tem coragem de receitar um chá que nunca foi estudado? Um chá de toxicidade desconhecida?

Receitar qualquer medicamento, seja derivado de plantas ou não, sem conhecer as ações e os possíveis efeitos indesejáveis é inaceitável, é antiético.

“A medicina até pode ser chamada de alternativa, mas a ética não. A ética não é alternativa. A ética é igual para todo mundo”, ressalta Paraná.

“Eu tomava o chá duas vezes por dia, de manhã e de noite. O tratamento durou meses até chegar à hepatite”, conta Lindiane.

O fígado não dá sintoma nenhum. O que caracteriza a doença do fígado é o silêncio. O órgão vai sendo destruído, vai sofrendo, sem nenhum sintoma. De repente, a pessoa acorda e está com o olho amarelo. Quando ele dá manifestação é porque não tem jeito, a situação está muito ruim. Foi o caso de Lindiane, que já estava quase morrendo.

“Eu não sentia dor, não sentia nada”, garante Lindiane.

O especialista explica como é possível uma substância tóxica destruir o fígado em um tempo tão curto. “As hepatites tóxicas podem ter evolução grave e rapidamente progressivas. Isso tanto por alopáticos, como por medicamentos que são chamados de naturais, mas que têm um princípio ativo, substâncias que podem interagir com o organismo humano e agredir o fígado”.

Centenas de remédios podem destruir as células do fígado e provocar hepatite fulminante. Esse quadro costuma surgir com duas a seis semanas de uso, mas pode se instalar já nos primeiros dias. Como no início não há sintomas, quando a doença se manifesta os olhos já estão amarelos, o corpo fraco e a coagulação do sangue comprometida. Começam os sangramentos.

“Em um sábado, eu senti dor nas pernas. No domingo já estava toda amarela. Os olhos e o corpo já estavam diferentes. A urina estava escura”, descreve Lindiane. “Foi então que começaram a descobrir que o problema era no fígado. Eu fiquei internada”.

Um dos lobos do fíagdo de Lidiane estava completamente necrosado. O resto do órgão estava muito alterado. O fígado inteiro da cabeleireira pesava cerca de 420 gramas, quando um órgão saudável pesa mais de 800 gramas.

“Eu perdi um coágulo de sangue. Agora, só um transplante, que é difícil”, diz Lindiane.

Para saber se um medicamento está agredindo o fígado, os médicos pedem exames de sangue. Se o médico ou outra pessoa receita uma planta que nunca foi estudada, ninguém faz esses controles laboratoriais, e o fígado pode ser destruído silenciosamente até chegar à hepatite fulminante, uma das causas de transplante.

No Brasil, a estimativa é de que ocorram três vezes mais transplantes de fígado pelo uso de plantas do que pelo uso de medicamentos convencionais.


“O problema pode ser ainda maior porque boa parte dos indivíduos que chegam a esses centros com hepatite chamada grave ou fulminante não reporta o uso dessas medicações, porque considera essas medicações absolutamente inocentes”, diz Paraná.

“Ela disse que o transplante tinha que ser feito com urgência. Eu tinha que conseguir um fígado com urgência, porque não sabia se eu ia passar daquele dia”, conta Lindiane.

A cabeleireira teve muita sorte. Foi salva por um fígado que chegou a tempo e hoje está curada.

“A lição que ficou é nunca mais tomar esse chá”, diz Lindiane.

Mas a mãe e a irmã ainda têm fé no chá de mãe-boa.

Dona Laurenta Augusta da Silva afirma que não tem medo de que aconteça a mesma coisa. “Eu boto pouca folha, de quatro a cinco”, diz a mãe de Lindiane.

Quando se fala na ciência médica, habitualmente aparece alguém que diz que os médicos que defende isso estão se beneficiando da indústria farmacêutica. Isso não é verdade. Isso é até uma retórica imbecil, sem nenhuma razão, com objetivo de fugir ao debate científico. Nada mais do que isso”, defende Paraná.

O Brasil tem 119 laboratórios que fabricam fitoterápicos. A Anvisa, órgão do governo responsável pela fiscalização de medicamentos, já aprovou 512 remédios produzidos a partir de 162 plantas diferentes. Além desses fitoterápicos, a Anvisa aprovou este ano uma lista de 66 plantas e ervas para fazer chás, com as mais diversas e imprecisas alegações terapêuticas. Elas receberam o nome de drogas vegetais.

“O mundo inteiro tem interesse em fitomedicamentos. Os médicos reclamam que é preciso realizar mais estudos de segurança eficazes“, diz o pesquisador João Batista Calixto, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Falsas Promessas.... Venda Livre e Sem Controle

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